sábado, 8 de novembro de 2014

A minha vida é uma peça de teatro e eu recuso-me a ser figurante

Podemos todos concordar que somos alguém certo? E podemos todos concordar que por vezes não nos sentimos ninguém... ser ninguém... tornei-me muito familiar com essa sensação.
Por vezes vou-me deitar a pensar na minha importância e a maior parte das vezes chego à conclusão que sou um miúdo... sou um miúdo ingénuo, inconsciente e irresponsável, um aspirante a pseudo-escritor que só se sabe queixar, uma criança neste mundo de adultos, alguém que se apega demais e no final se torna dispensável, um louco apaixonado numa cidade que nunca dorme e milhares de oportunidades, oportunidades que apenas um louco não aproveitaria...
Mas eu gosto...
Gosto de ser louco e apaixonado, gosto de escrever mesmo que saia uma merda, gosto de ser esta criança grande que vê bondade em toda a gente, e adoro ser um inconsciente e ingénuo que se atira de cabeça mesmo que isso apenas lhe proporcione alguns segundos de prazer (segundos esses que por vezes valem uma vida).
Eu tenho, por obrigação, de gostar de mim, porque eu sou a única pessoa no mundo com quem posso contar a 100% e sou também a única que vai estar comigo em todos os momentos da minha vida (bela companhia...).
Eu não sou o amor da minha vida, até porque costumo pôr as pessoas de quem gosto à frente de mim próprio (um principio muito bonito, mas estúpido e nunca reciproco).
Mas gosto de mim, apesar de não ser a pessoa mais bem-parecida à face da Terra, nem a mais engraçada, nem a mais interessante (nem a mais fácil de aturar). A minha vida é uma peça de teatro e eu gosto de olhar a plateia nos olhos e ser eu próprio, gosto de ser parte da peça de outros por mais pequeno que seja o meu papel, gosto de ver o que me espera quando a cortina se levanta e acima de tudo gosto de ser parte do meu futuro porque nesse, ninguém me tira o papel principal.















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About me

Se, por algum lapso de consciência decidires ler mais alguma coisa que se siga a esta apresentação ficas já avisado que, das duas uma, ou vais deprimir ou vais dizer-me assim "fogo, és um triste", se pensares isso eu respondo-te, "não, eu sou feliz, tenho um pai e uma mãe que trabalham e uma irmã que é uma chata do caraças, tenho uma casa e comida na mesa todos os dias, por isso supostamente não tenho motivos para me queixar." Mas eu sempre fui do contra e dado a minha idade e teimosia arranjo sempre motivos para me queixar.