sábado, 28 de fevereiro de 2015

I don't wanna know

Sabes que sempre me considerei um poeta. Não porque escreva poesia mas porque penso como um.
Um sentimentalista, romântico por excelência, lamechas (até porque estes 3 adjetivos são quase sinónimos).
Mas apesar disso (e ao contrário de ti) eu não vivo em verso, em frases pequenas e individuais.
Até porque o poeta é isso mesmo: um cabrão que não se esquece, que não anda em frente e cada um dos seus poemas tem um toque dos anteriores. .
E como uma peça de música atonal ou um quadro de Picasso o poema não se percebe assim à primeira ainda para mais quando é sobre ti.

Porque eu podia escrever a vida inteira sobre as curvas do teu corpo e o prazer obsceno e culpado, e talvez até seja isso que faço.
E a literatura são eles.
Tu e eu não, não somos poesia mas podemos muito bem ser arte.
A única arte que sei fazer.
O poeta muda tanto o poema como o poema o muda a ele.

2 comentários:

  1. Gostei... mas promessas são para ser cumpridas ;)

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  2. Obrigado. Mas se se quebram uma vez, também se quebram duas.

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About me

Se, por algum lapso de consciência decidires ler mais alguma coisa que se siga a esta apresentação ficas já avisado que, das duas uma, ou vais deprimir ou vais dizer-me assim "fogo, és um triste", se pensares isso eu respondo-te, "não, eu sou feliz, tenho um pai e uma mãe que trabalham e uma irmã que é uma chata do caraças, tenho uma casa e comida na mesa todos os dias, por isso supostamente não tenho motivos para me queixar." Mas eu sempre fui do contra e dado a minha idade e teimosia arranjo sempre motivos para me queixar.