quarta-feira, 17 de junho de 2015

Confissões de meia-noite

Sabes quanto tenho mais saudades tuas?
À noite quando a lua vai alta e entra pela janela do quarto.
Porque é à noite que tudo acontece. E a lua ilumina os dois corpos naquela cama.
O mais engraçado e triste é que nenhum deles és tu.
Pergunto-me se contigo acontece o mesmo. Não deve acontecer visto que quando tu quiseres o outro corpo na tua cama serei eu. Basta dizeres "vem". É simples assim. Uma palavra controla uma vida e a tua existência controla muito mais.
Tenho passado muito tempo à janela. À noite principalmente. Admirar o céu vasto faz me sentir tão pequeno. Uma imensidão de espaço. E se pudesse eu admirava esta imensidão contigo, observávamos a estrelas, talvez até te ensinasse as constelações e dissesse uma frase lamechas qualquer sobre a imensidão dos teus olhos que faria com que tu me beijasses. À noite é quando tudo acontece...

Dizem que até um relógio parado dá as horas certas duas vezes ao dia, ninguém se lembra que um relógio a funcionar pode nunca estar certo.
Talvez se eu continuar em frente nunca acerte as horas. Mas se esperar eu sei, que se esperar eu vou acertar as horas de tempo a tempo. E talvez um dia o relógio pare... E nós com ele...

Não sou magnifico, nunca fui, nunca vou ser. Apesar de tu mereceres magnificência.
Eu não consigo. Eu quero. Eu quero tanto. Eu quero te tanto.
Isolo-me nos meus headphones ao "Holocene"
E aí apercebo-me que só há amor quando não se é magnifico. Amo pelos defeitos. Amo os teus defeitos.
As qualidades fazem-te bom, os defeitos fazem te interessante.
E de uma vez apercebi-me que amava, e não era magnifico.

Eu era suposto ser paciente, e eu tentei ser sensato, mas não consegui, pus o coração à frente do cérebro.
E faria-o de novo.

Talvez algum dia esta dor desaparecerá...
Talvez quando o meu coração deixar de bater, o meu corpo não desejar amor e as minhas pernas já não me aguentarem.
Aí eu vou aperceber-me que amei a vida inteira. E que valeu a pena.

Eu só queria fazer te sentir confiante e confortável, que tu o sentisses.
Parece que acabei numa overdose de palavras. A escrever todos os dias.
Parece que escrevo para ti. E parece que eu preciso mais disto que tu.

Eu não sabia.
Eu não precisei de conselhos.

Eu só queria ser, não queria ser teu, nem meu. Queria ser.
Ser alguma coisa. Ser tudo. Isso faz me feliz

Parece que a minha felicidade é uma cena fodida.

Podias ser o meu sonho, a minha fantasia, o meu fetiche, o gosto na minha língua.
Há quem me desse amor, mas não me saciaria.
O teu lado é o meu sitio preferido. E tudo que podíamos ter sido...
Eu ainda te sinto sabias? À noite na minha cama, ou nos meus lábios quando fecho os olhos.
Eu podia amar te mais que o próprio amor não fosses tu a minha cruz. Eu podia amar te mais que a vida se não tivesse tanto medo.
E que mais poderia isto ter sido?
Então abre me os olhos, mostra me que estou vivo, diz que me amas, diz alguma coisa, tenta domar esta mente selvagem, volta...


Quanto tempo até perceberes que sou aquilo que procuras?




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About me

Se, por algum lapso de consciência decidires ler mais alguma coisa que se siga a esta apresentação ficas já avisado que, das duas uma, ou vais deprimir ou vais dizer-me assim "fogo, és um triste", se pensares isso eu respondo-te, "não, eu sou feliz, tenho um pai e uma mãe que trabalham e uma irmã que é uma chata do caraças, tenho uma casa e comida na mesa todos os dias, por isso supostamente não tenho motivos para me queixar." Mas eu sempre fui do contra e dado a minha idade e teimosia arranjo sempre motivos para me queixar.