domingo, 13 de dezembro de 2015

Génesis 3:19

Odeio funerais. Odeio, odeio, odeio...
Faço o que for preciso para nunca mais ter que ir a um funeral na vida. A ultima memória que se deve ter dos mortos é a vida, não um corpo sem vida dentro de uma caixa de madeira.
Eu percebo o conceito de funeral e sei que um dia vou ser obrigado a ir um, ou pior, organizar um.
Mas um funeral é uma celebração de uma vida, então porque é tão triste? Até é das poucas alturas em que a família se junta toda. A minha mãe diz sempre que só vê o resto da família nos funerais.
Uma vida acabou, "porquanto és pó, e pó te tornarás", mas um funeral é para os cá ficam. Então digam-me se sou eu que fico cá porque não posso fazer o luto à minha maneira? Porque não posso guardar a minha amargura para mim? Porque não posso guardar as boas memórias em vez de ser obrigado a ver um corpo sem vida, vazio e completamente contraditório daquilo que a pessoa tinha sido em vida? Nunca conheci ninguém que gostasse de funerais.
Eu até diria que não quero choros no meu funeral, mas sinceramente, façam o luto à vossa maneira, eu não me vou importar.
O meu luto não inclui funerais ou velórios, carros funerários ou casas mortuárias. O meu luto memórias, sorrisos e lágrimas, momentos que eu guardo com todo o carinho que o meu corpo é capaz de oferecer e mais felicidade que tristeza. Fiquemos tristes pela morte, mas fiquemos felizes pela vida.

"Então morrer por morrer, que seja a rir."- Vasco Santana









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Se, por algum lapso de consciência decidires ler mais alguma coisa que se siga a esta apresentação ficas já avisado que, das duas uma, ou vais deprimir ou vais dizer-me assim "fogo, és um triste", se pensares isso eu respondo-te, "não, eu sou feliz, tenho um pai e uma mãe que trabalham e uma irmã que é uma chata do caraças, tenho uma casa e comida na mesa todos os dias, por isso supostamente não tenho motivos para me queixar." Mas eu sempre fui do contra e dado a minha idade e teimosia arranjo sempre motivos para me queixar.