domingo, 27 de dezembro de 2015

O ano em resumo

Outro ano se passou, outro ano a escrever num blog sem futuro, a viver baixas expectativas e a querer o que não posso ter.
Ao menos um ano cheio de emoções cheias posso dizer. De experiências que vou guardar no cantinho mais resguardado da minha memória, não só porque não as vou esquecer, mas também porque não as quero esquecer.
Fui a festivais e concertos, vi alguns dos melhores artistas do mundo e vi bandas locais que deram espetáculo com os seus covers maisquecomuns das músicas dos Xutos e dos Guns,  li clássicos literários e teen novels, vi a estreia mundial do novo Star Wars, vi das paisagens mais bonitas que este país tem para oferecer e encantei me pela personalidade da grande metrópole. Perdi pessoas que admirava e umas quantas outras que nem tanto. Amei e fui amado incondicionalmente, até já não haver condições para tal.
Entreguei me de corpo e alma a tudo, aprendi que a poesia é muito mais que rimas, a poesia é a alma do poeta no papel, aprendi que Fernando Pessoa e Cesário Verde abusavam UM BOCADINHO no absinto, e descobri que por isso são dois dos maiores poetas do nosso país.
Descobri que tenho medo de não fazer nada daquilo que quero fazer, até apresentei um trabalho na escola sobre isso, a dizer que nem todos iamos ter lugar na história e por isso devíamos dar valor às pequenas razões da vida, a hipocrisia é realmente a maior virtude do ser humano.
Mas apesar de toda essa crise existencial - chamemos lhe crise de sexto de idade- aprendi que realmente são os pequenos momentos de intimidade que dão valor à vida
Ar, comida e água são necessários à vida, mas intimidade, prazer e amor são as razões pelo qual vale a pena viver.



E para o ano?

Continuarei a escrever neste blog sem futuro, continuarei a perguntar-me onde pertencem as pessoas solitárias, continuarei a amar incondicionalmente mesmo sem condições. Serei nada mais, nada menos que eu próprio. O mesmo miudo confuso, possessivo, (não clinicamente) deprimido, que quer voar apenas porque gosta da liberdade dos pássaros e quer o mundo, mas não o quer sozinho.

Vendo bem as coisas só me faltou experimentar sushi...





PS: Convido-vos a verem o video e a ouvirem e a reparem no sorriso enorme na cara do vocalista, a minha interpretação da música é que ela fala da juventude e de aproveitar enquanto somos jovens, e ele está visivelmente a aproveitar aquilo que faz. Sorrisos são tão contagiantes quanto espirros ou bocejos.

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About me

Se, por algum lapso de consciência decidires ler mais alguma coisa que se siga a esta apresentação ficas já avisado que, das duas uma, ou vais deprimir ou vais dizer-me assim "fogo, és um triste", se pensares isso eu respondo-te, "não, eu sou feliz, tenho um pai e uma mãe que trabalham e uma irmã que é uma chata do caraças, tenho uma casa e comida na mesa todos os dias, por isso supostamente não tenho motivos para me queixar." Mas eu sempre fui do contra e dado a minha idade e teimosia arranjo sempre motivos para me queixar.