sábado, 19 de dezembro de 2015

Palavras caras e rimas brancas

Icebergs, sou maior
Sou tu, sou todos,
Sou a imagem na tua cabeça,
Sou o refrão repetido até à insanidade.

Há dias em que podia morrer,
Mas hoje não é um deles

Hoje sou rei,
Rei da inconveniência,
Rei da perversolândia,
Rei do meu cantinho à esquerda
quando se sobe as escadas lá em casa.

E sou louco,
Como todos os dias,
Porque escrevo sobre ser louco,
Porque me sinto a desaparecer por entre os lençois,
Porque as minhas paredes ja sabem o quanto eu quero
Aquilo que quero.

Passo pelos anos.
Vivo, mas nunca vivendo.
Faço céu e inferno,
Tenho o Diabo no corpo
Ou então sou Deus.
Ninguém sabe. E nunca saberão.

Sabem? Hoje é daqueles dias em que não se morre.
Hoje vive-se a doce ironia da vida.
Hoje não se morre, hoje é-se.








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About me

Se, por algum lapso de consciência decidires ler mais alguma coisa que se siga a esta apresentação ficas já avisado que, das duas uma, ou vais deprimir ou vais dizer-me assim "fogo, és um triste", se pensares isso eu respondo-te, "não, eu sou feliz, tenho um pai e uma mãe que trabalham e uma irmã que é uma chata do caraças, tenho uma casa e comida na mesa todos os dias, por isso supostamente não tenho motivos para me queixar." Mas eu sempre fui do contra e dado a minha idade e teimosia arranjo sempre motivos para me queixar.