segunda-feira, 25 de abril de 2016

O Sol brilha para todos

Eu não sei o que espero. Nunca fiz as melhores decisões e passei a vida a pedir permissão a quem ma desse. Fugi e escondi-me.
Mas sei o que quero e quem quero. Sozinho chorei de mão dada e chorei de mão fechada. Estive num um-para-um com Deus várias vezes. Ganhei sempre a discussão. É pretensioso, discutir com alguém que não nos responde, mas eficaz.
Não sei o que espero, mas espero. Talvez queira ver se o carvão se torna em diamante. Talvez espere uma resposta de Deus, ou quem eu queira. Ou talvez quem eu queira seja o meu(minha) Deus(a) e a minha religião: o amor puro, o pecado do desejo e todas as intimidades, da arte da pele branca de coco, da submissão aos instintos.
Porra! Se houvesse uma religião assim eu era o Papa.

Mas parece que vou ter que esperar. Não tenho tempo. Mas espero na mesma. Esperar para tocar em pele de coco, olhar em olhos profundos, esperar pelo contacto corporal que não vai ser iluminador e catártico, mas simplesmente harmonioso e íntimo, esperar para voltar a pôr "meu amor" no final do título dos meus pseudo-textos. Esperar para usar a palavra "pseudo" na situação em que gosto de a usar...

Esperar para poder dizer que não é como o Sol. E é só para mim.







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About me

Se, por algum lapso de consciência decidires ler mais alguma coisa que se siga a esta apresentação ficas já avisado que, das duas uma, ou vais deprimir ou vais dizer-me assim "fogo, és um triste", se pensares isso eu respondo-te, "não, eu sou feliz, tenho um pai e uma mãe que trabalham e uma irmã que é uma chata do caraças, tenho uma casa e comida na mesa todos os dias, por isso supostamente não tenho motivos para me queixar." Mas eu sempre fui do contra e dado a minha idade e teimosia arranjo sempre motivos para me queixar.