domingo, 3 de julho de 2016

Até a lua

Deve haver coisas que odeio em ti... certo?

Odeio saber que choras, odeio saber que as lágrimas te caem e eu nada posso fazer. Sinto-me inútil, impotente, desnecessário, supérfluo.
odeio que chores, pessoas como tu não deviam poder chorar, devia ser ilegal. Pessoas amadas não deviam chorar.
Odeio a forma como não vens ter comigo quando queres chorar.
Odeio saber que tens defeitos e que um deles é chorar como uma criança. Defeitos vários que variam entre mudanças repentinas de orgulho e a pouca noção de uns ombros largos que pensam ter o peso do mundo neles.
Talvez odeie tudo aquilo que dizes e não me diz respeito? Odiar tudo aquilo que dás a outra pessoa que não eu?  A forma como andas? A forma como danças? A forma com que me fazes desejar-te às paredes? A forma como não vens quando te chamo? A forma das minhas lágrimas para ti?

Odiar as minhas palavras para ti.

Odiar o amor
Odiar o que me faz sentir
Odiar- te a ti por me fazeres sentir amor
Odiar- te a ti por me fazeres feliz

Odiar tudo

O amor é um filho da puta.

E eu talvez deva odiar-me
E eu talvez deva odiar-te

Mas não...


Já sei o que odeio...

Odeio o facto de não te odiar nem um bocadinho.

E odeio que o ódio seja o sentimento mais próximo do amor.




0 comentários:

Enviar um comentário

Com tecnologia do Blogger.

About me

Se, por algum lapso de consciência decidires ler mais alguma coisa que se siga a esta apresentação ficas já avisado que, das duas uma, ou vais deprimir ou vais dizer-me assim "fogo, és um triste", se pensares isso eu respondo-te, "não, eu sou feliz, tenho um pai e uma mãe que trabalham e uma irmã que é uma chata do caraças, tenho uma casa e comida na mesa todos os dias, por isso supostamente não tenho motivos para me queixar." Mas eu sempre fui do contra e dado a minha idade e teimosia arranjo sempre motivos para me queixar.