sexta-feira, 14 de julho de 2017

Ramblings and love bullshit about everyone and no one

I feel so fucking lonely. I love you so much. I hate writing in English.
Por alguma razão quando fico nervoso ou ansioso ou whatever, so consigo pensar em inglês. Ajuda-me a distanciar me de mim e a ter uma forma mais subjetiva e racional das coisas.
Se bem que não é muito racional porque racionalidade nunca foi o meu forte...

Sempre amei sem ponta, sem cerebro, sem limite. Amei com corpo e coração e o resto que se foda...
Mas o que se faz quando um coração habituado a amar fica preso um loop inexplicável durante um tempo interminável?
Ouvi dizer que se pode morrer de coração partido. Eu provavelmente vou morrer disso visto que tenho um coração tão sensível que não aguenta a solidão.

Quando falo em solidão tenho a noção do quão hipócrita estou a soar, quer dizer, passo os dias com pessoas que adoro ou amo até...

Mas não sei, quanto mais pessoas tenho à minha volta, mais quero enfiar a minha cabeça num buraco, não confesso o que me vai no coração a ninguém a não ser a este blog que, graças a Deus, ninguém lê.


Oh foda-se... Este é mais um texto de amor não é?


Penso em tanto e nada me sai, olho tanto e nada me agrada, amo te tanto, e...

Não sei o que fazer, não sei o que te dizer, e estou tão só... 
Vem. Vamos ser hipócritas juntos. Vamos odiar o mundo e amar mo nos um ao outro. Queixar mo nos dos problemas até sermos velhos, prometo fazer te massagens nas costas para acalmar os bicos de papagaio, e tu podes dar me as mãos para acalmar as artrites, sentados num alpendre num qualquer filme romântico, em frente ao pôr do sol e essas mariquices todas que eu adoro... 
Olharmos um para o outro até nos odiarmos também e depois nos apercebermos que nos amamos e assim apaixonar mo nos pela primeira vez todos os dias...


Até lá, amo-te 



P.S: Eu sei, eu sei... cheesy as fuck, mas eu tenho o direito a sonhar que um dia vou ter esse tipo de amor... Espero eu... E espero paciente...

P.S.2: -Entrou neste momento uma "boa nova" no meu quarto (para quem nao sabe é um tipo de borboleta), a minha avó costumava dizer que essas borboletas traziam boas noticias, esperemos que ela tenha razão.

P.S.3: Ly, até amanhã

05:07

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Insectos felizes

Pessoas, pessoas e mais pessoas. Passam nos seus carros, comboios e aviões. Alguns percorrem o mundo e outros apenas percorrem o caminho até ao trabalho. Vão em direção a sítios diferentes, mas sempre com o mesmo destino, a felicidade.

E agora pergunto-me, na história da humanidade, quantos é que chegaram lá?

Ainda estou para conhecer a pessoa que é completa, a pessoa que sabe, como um facto, que não precisa de mais nada na vida.
E este facto inegável da existência humana deixa me tão triste. Desiludido mesmo. O saber que por mais que faça, por mais que tenha, por mais que procure, nada me vai preencher o vazio daquilo que não tenho, daquilo que não fiz e daquilo que não procurei.

E isso leva-me a andar por aí, sentindo-me um insecto, como naquele livro do Kafka que me ficou a matutar na cabeça.
Muitos são insectos assim, perdem a esperança e andam por aí, desiludidos apenas. Vivem a vida, sabendo plenamente que nunca serão verdadeiramente felizes, que a felicidade em que muitos vivem é apenas uma ilusão criada por nós para nos sentirmos melhores com nós próprios, para darmos esperança à nossa vontade de viver de que um dia, talvez, possamos ser felizes.

Eu não me iludo, à muito tempo que não me sinto verdadeiramente "feliz".

Mas eu não serei insecto Kafkiano, em que a única solução é morrer para parar de ser um fardo.

Eu quero tentar, eu quero experimentar, pois se não chegarei à felicidade completa, quero estar o mais perto possível dela. Quero sentir a felicidade na ponta dos dedos, saborea-la na ponta da língua, olha lá nos olhos e dizer: "tu um dia vais ser minha". 

A felicidade é como uma mulher bonita que sabe que o é, não é "vim, vi e venci", tem que se conquistar com paciência. (Eu faço estas analogias com mulheres, mas não levem a sério porque eu estou solteiro Deus sabe à quanto tempo).

Resumindo quero desafiar Kafka, e dizer que se eu sou um insecto eu não vou morrer...

... Vou voar, hei de ter a minha metamorfose, hei de ser traça ou borboleta, hei de ser feliz ou morrer a tentar.





Com tecnologia do Blogger.

About me

Se, por algum lapso de consciência decidires ler mais alguma coisa que se siga a esta apresentação ficas já avisado que, das duas uma, ou vais deprimir ou vais dizer-me assim "fogo, és um triste", se pensares isso eu respondo-te, "não, eu sou feliz, tenho um pai e uma mãe que trabalham e uma irmã que é uma chata do caraças, tenho uma casa e comida na mesa todos os dias, por isso supostamente não tenho motivos para me queixar." Mas eu sempre fui do contra e dado a minha idade e teimosia arranjo sempre motivos para me queixar.