Descobri a essência do que chamamos amar. É dedicarmo-nos inteiramente a uma pessoa, é não conseguir pensar noutra pessoa dessa forma e sentir que a estamos a trair quando o fazemos. É acreditar acima de tudo, acreditar que é possível, estar sempre de braços abertos (apesar de tudo o que já possa ter acontecido) disposto a recebê-la de volta.
É desejar a sua companhia e ter a sua cumplicidade. Não é um simples estar apaixonado ou uma simples crush, nem um gostar ou um amo-te que se tornou banal.
Não existem palavras para descrever o amar. É amar-se apenas, amar às cegas, amar loucamente e querer que o sentimento seja reciproco.
É perceber que não vale a pena resistir, quando se ama alguém é só aquela pessoa e acabou. E pegando nas palavras de Miguel Esteves Cardoso: "Se confiamos no esquecimento para fazer passar esta dor, então não quero que pare de doer nunca!".
O amor é uma doença, para o qual não quero ser curado, porque quanto mais tento resistir mais forte ela fica e a única forma de a curar é dar-lhe o que ela quer.
Resumindo a única cura para a minha doença... és tu.
E como diz naquela música dos Ornatos:
"A cidade está deserta, e alguém escreveu o teu nome em toda a parte, nas casas; nos carros; nas pontes; nas ruas. Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura, ora amarga, ora doce. Para nos lembrar que o amor é uma doença, quando nele julgamos ver a nossa cura."
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