Ou será melhor assim, saber que se vai percorrer o rio até a foz, do que não saber?
Estar perdido no desconhecido sem saber o que vai
acontecer a seguir? Tão depressa ser uma pedra no rio ou um peão numa auto-estrada.
Ou ainda mais assustador, ser dono do destino. Ter responsabilidade sobre o que me vai acontecer, ser soberano do meu próprio mundo, saber que qualquer decisão que faça não pode alterar aquilo que era suposto acontecer porque, ao fazer essa decisão estou a criar o caminho que percorro.
Eu prefiro acreditar que as decisões que faço importam porque sem elas, quem sou?
Logo prefiro acreditar que realmente as minhas decisões contam para algo, elas que fazem de mim quem sou.
Mas por mais perdido que esteja é sempre bom saber onde estou.
Por isso, serei uma pedra? Sim sou uma pedra num rio enorme, mas não sou apenas mais uma, sou uma pedra única, diferente de todas. Num rio em que se escolher mal a direcção, posso ficar encalhado e nunca ver a linda paisagem da foz.
Mas também um rio cheio de oportunidades, momentos, paisagens, altos e baixos. Descer o rio é um desafio. E quem não gosta de um bom desafio?
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