Uma revelação caiu sobre mim como a noite cai num dia de verão. A vida não dura para sempre. A vida existe o tempo que existir, nos estamos cá na nossa existência mísera e insignificante e depois desaparecemos. Desaparecemos para o desconhecido para sermos esquecidos e engolidos pelo vácuo do espaço e é como se nunca cá estivéssemos estado.
Um perpétuo estado de nada. Uma vida que no seu cerne, não é mais que uma coincidência passageira num universo cheio delas.
Ou então, na melhor das hipóteses somos um erro da criação, a quem deram a consciência, ou melhor, a penitência de olhar perpetuamente para cima e para fora, porque nos fizeram vazios demais para olharmos para dentro.
Se Deus nos fez, porque nos fez Ele? Senão para nos observar como um Pai desapontado?
A vida, seja qual for a sua origem, tem toda o mesmo fim, o fim desta.
Há algo de cruel em dar um mundo cheio de oportunidades e momentos, e em dar uma estrutura capaz de guardar esses momentos até ao ínfimo pormenor, e não dar tempo suficiente para explorar tudo.
Existem selvas e savanas, desertos e metrópoles, amores e amizades, alegria e tristeza, e nem num milhão de vidas o ser humano conseguiria explorar tudo aquilo que o mundo oferece.
Receio procurar o valor intrínseco da vida porque tenho medo de chegar à conclusão de que não existe, como uma criança que descobre que magia não é mais que uma ilusão visual.
Que valemos então? Um conjunto de átomos e partículas não mais valiosas nem mais essenciais que qualquer conjunto de partículas que exista no universo. Lavoisier disse que "no Universo nada se cria, nada se perde, tudo se transforma", então tem que existir uma parte da nossa existência que fica depois da desintegração da parte corpórea, o que significa que nós nunca desaparecemos mesmo. Para muitos isso é um alívio, para outros é um receio, para outros é uma felicidade. Para mim é um "ok, existo mas não estarei vivo". Até que ponto é que isso é melhor ou pior, ou até diferente do meu estado de espírito?
Um perpétuo estado de nada. Uma vida que no seu cerne, não é mais que uma coincidência passageira num universo cheio delas.
Ou então, na melhor das hipóteses somos um erro da criação, a quem deram a consciência, ou melhor, a penitência de olhar perpetuamente para cima e para fora, porque nos fizeram vazios demais para olharmos para dentro.
Se Deus nos fez, porque nos fez Ele? Senão para nos observar como um Pai desapontado?
A vida, seja qual for a sua origem, tem toda o mesmo fim, o fim desta.
Há algo de cruel em dar um mundo cheio de oportunidades e momentos, e em dar uma estrutura capaz de guardar esses momentos até ao ínfimo pormenor, e não dar tempo suficiente para explorar tudo.
Existem selvas e savanas, desertos e metrópoles, amores e amizades, alegria e tristeza, e nem num milhão de vidas o ser humano conseguiria explorar tudo aquilo que o mundo oferece.
Receio procurar o valor intrínseco da vida porque tenho medo de chegar à conclusão de que não existe, como uma criança que descobre que magia não é mais que uma ilusão visual.
Que valemos então? Um conjunto de átomos e partículas não mais valiosas nem mais essenciais que qualquer conjunto de partículas que exista no universo. Lavoisier disse que "no Universo nada se cria, nada se perde, tudo se transforma", então tem que existir uma parte da nossa existência que fica depois da desintegração da parte corpórea, o que significa que nós nunca desaparecemos mesmo. Para muitos isso é um alívio, para outros é um receio, para outros é uma felicidade. Para mim é um "ok, existo mas não estarei vivo". Até que ponto é que isso é melhor ou pior, ou até diferente do meu estado de espírito?
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