segunda-feira, 9 de julho de 2018

Há algo de familiar na solidão, como se se falasse com um velho amigo que há muito não se vê. Uma discussão aguerrida entre duas pessoas que concordam em tudo mas não aceitam a opinião um do outro.
Ninguém se devia habituar à solidão, quando a solidão se torna familiar, quando ela faz casa em alguém, é difícil de expulsar. É ao mesmo tempo uma droga viciante e um monstro a evitar a todo o custo. A solidão é progenitora de Deus e porteira das maiores criações e sonhos da humanidade, é também o maior depressivo à face da Terra.
O solitário para acabar com todos os solitários é aquele que procura viver os seus sonhos 24/7. Aquele que pensa que vai conseguir não é solitário, é tolo.
O sonho é condição necessária para a solidão. A solidão pega-se ao sonhador como um parasita e suga-lhe toda a vontade de realizar, não lhe suga os sonhos, a solidão alimenta-se da ansiedade e da vontade de viver.
Existe uma tristeza inerente aquele que é solitário, não por não viver a vida, não por só sonhar, mas pela sua incapacidade de perceber que a vida na sua essência, não é nada mais que a junção dessas duas coisas, o viver e o sonhar e que a solidão não é mais que uma barreira que separa a vida do sonho.



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About me

Se, por algum lapso de consciência decidires ler mais alguma coisa que se siga a esta apresentação ficas já avisado que, das duas uma, ou vais deprimir ou vais dizer-me assim "fogo, és um triste", se pensares isso eu respondo-te, "não, eu sou feliz, tenho um pai e uma mãe que trabalham e uma irmã que é uma chata do caraças, tenho uma casa e comida na mesa todos os dias, por isso supostamente não tenho motivos para me queixar." Mas eu sempre fui do contra e dado a minha idade e teimosia arranjo sempre motivos para me queixar.