sexta-feira, 27 de julho de 2018

In Other Words


A Lua corou hoje
Talvez lhe tivessem dito aquele ditado do banco e do tamanco
Ou talvez lhe tivessem dito coisas bonitas
Mas duvido, nunca ninguém lhe presta atenção,
É só aquela coisa que aparece todas as noites e nunca muda.
Talvez ela se tenha fartado disso e hoje queira chamar a atenção.
A Lua vestiu um dos seus melhores vestidos vermelhos hoje.
Aperaltou-se como quem vai para uma festa e não sabe o dress code.
Que tonta! Não sabe que aqui na terra o melhor que se faz, faz-se sem roupa.
A Lua hoje está vermelha.
Um vermelho claro que não é encarnado,
Mas também não é cor de rosa.
É cor-de-burro-quando-foge
É cor-de-Lua-quando-ela-nao-sabe-de-que-cor-quer-ser
A lua hoje está vermelha.
Vermelha de que? De sangue?
Nunca lá morreu ninguém.
Nem nunca ninguém morreu por ela.
Ela até merecia que morressem por ela.
Mas mais gente já morreu por razões estupidas do que pela Lua.
Espero que olhem para a Lua hoje
Ela está bonita
Devíamos todos procurar olhar para as coisas bonitas
Mesmo quando elas parecem banais, às vezes basta elas mudarem um bocadinho,
ou o observador mudar a perspectiva.

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Se, por algum lapso de consciência decidires ler mais alguma coisa que se siga a esta apresentação ficas já avisado que, das duas uma, ou vais deprimir ou vais dizer-me assim "fogo, és um triste", se pensares isso eu respondo-te, "não, eu sou feliz, tenho um pai e uma mãe que trabalham e uma irmã que é uma chata do caraças, tenho uma casa e comida na mesa todos os dias, por isso supostamente não tenho motivos para me queixar." Mas eu sempre fui do contra e dado a minha idade e teimosia arranjo sempre motivos para me queixar.