Sou tu, sou todos,
Sou a imagem na tua cabeça,
Sou o refrão repetido até à insanidade.
Há dias em que podia morrer,
Mas hoje não é um deles
Hoje sou rei,
Rei da inconveniência,
Rei da perversolândia,
Rei do meu cantinho à esquerda
quando se sobe as escadas lá em casa.
E sou louco,
Como todos os dias,
Porque escrevo sobre ser louco,
Porque me sinto a desaparecer por entre os lençois,
Porque as minhas paredes ja sabem o quanto eu quero
Aquilo que quero.
Passo pelos anos.
Vivo, mas nunca vivendo.
Faço céu e inferno,
Tenho o Diabo no corpo
Ou então sou Deus.
Ninguém sabe. E nunca saberão.
Sabem? Hoje é daqueles dias em que não se morre.
Hoje vive-se a doce ironia da vida.
Hoje não se morre, hoje é-se.
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