Odeio saber que choras, odeio saber que as lágrimas te caem e eu nada posso fazer. Sinto-me inútil, impotente, desnecessário, supérfluo.
odeio que chores, pessoas como tu não deviam poder chorar, devia ser ilegal. Pessoas amadas não deviam chorar.
Odeio a forma como não vens ter comigo quando queres chorar.
Odeio saber que tens defeitos e que um deles é chorar como uma criança. Defeitos vários que variam entre mudanças repentinas de orgulho e a pouca noção de uns ombros largos que pensam ter o peso do mundo neles.
Talvez odeie tudo aquilo que dizes e não me diz respeito? Odiar tudo aquilo que dás a outra pessoa que não eu? A forma como andas? A forma como danças? A forma com que me fazes desejar-te às paredes? A forma como não vens quando te chamo? A forma das minhas lágrimas para ti?
Odiar as minhas palavras para ti.

Odiar o amor
Odiar o que me faz sentir
Odiar- te a ti por me fazeres sentir amor
Odiar- te a ti por me fazeres feliz
Odiar tudo
O amor é um filho da puta.
E eu talvez deva odiar-me
E eu talvez deva odiar-te
Mas não...
Já sei o que odeio...
Odeio o facto de não te odiar nem um bocadinho.
E odeio que o ódio seja o sentimento mais próximo do amor.
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