
24 de maio de 1998. Nasci. Era primavera. A minha mãe diz que estava a chover nesse dia. Acho que faz todo o sentido estar a chover.
Eu sempre gostei de chuva, acho-a de certa forma purificante. Se como quando estou à chuva todos os meus pecados deslizassem por mim como areia pelas mãos de uma criança.
Mas hoje não chove.
24 de Maio de 2017. Continua a ser primavera. Estão 30 graus lá fora e se o amanhã não existir, que o hoje seja um festão do caralho.
Porque o agora não é mais garantido que o amanhã e o ontem já passou. É assim, efémero, o momento que passa e não nos diz nada. Inútil, o momento que não nos deixa um sabor na boca e um peso no coração.
Portanto sentirei a energia do momento, de todos os luminosos prazeres intrínsecos a cada lugar único exposto à quarta dimensão.
Viverei com emoção todo o momento emotivo a que serei é exposto não deixando pingas no final do copo ou suave beijo por dar.
Dar-me-ei por completo ou não de todo. Abrir me hei a quem quiser, corpo e alma.
Fumar, beber, foder, gritar, beijar, sei lá, mas farei.
Eu farei. Hoje não quero deprimências. Hoje podia queixar-me mais uma vez de como não tenho um corpo para me aquecer a cama a noite, ou de como em última análise a vida passa e significa zero, mas não. Hoje não quero chorar. Hoje sou feliz, amanhã logo se vê.
Alguém me disse uma vez "faz da vida o teu palco, e para ti, um eterno aplauso".
"E se inventassemos o mar de volta?"
Porque no final, como alguém me disse uma vez: "até é uma boa vida, André Ginja."
"Please, remember me. Happily"
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