Poesia é a morte do não-artista, a folha o seu caixão. Escrito foi o epitáfio daquilo que um dia foi um ser semi-vivo
até ter sido morto pela poesia,
e reencarnado para a existência maior
e reencarnado para a existência maior
daqueles que contam os segundos da sua existência,
não pelos números mas pela essência.
não pelos números mas pela essência.
O poeta nasce logo na primeira palavra pensada sem intuito
senão a intuição do prazer e a chamada do dever intrínseco a criar algo novo.
O poeta constroi assim as tábuas do seu próprio caixão,
O poeta constroi assim as tábuas do seu próprio caixão,
deixando a cada palavra um pouco de si no seu túmulo.
Ou seja para o poeta existir tem que haver a morte,
talvez a morte da inocência, mas o poeta nunca morre,
anda no entanto numa valsa contínua com a morte,
quase de lábios pegados, como uma amante.
(Entenda-se na morte metafórica tudo aquilo que mata (ou não), mas moi sempre.)
Sendo assim será um poeta algo maior? NÃO!
Pois o que é o poeta senão mais que o homem,
mas simultaneamente um homem e ainda menos que o homem?
O poeta é, em última análise, só aquele que vive o mesmo mundo que o não-artista,
mas que presta atenção, mesmo quando isso lhe custa,
trágica e irreversívelmente, a sua inocência.
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