Nem sei como dizer isto. Este é um adeus temporário, isso te garanto, mas de momento não posso mais. Algumas amizades tem que ser destruídas para testar a sua resiliência ao teste do tempo. É o caso da nossa meu caro.
No inicio a nossa amizade era pouco mais que superficial, uma coisa estética para mostrar ao mundo que, também eu, fazia parte da grande moda mundial que era o #movember, mas tão depressa se tornou mais que isso.
Foste parte de mim, estiveste sempre comigo, não interessa o que eu dissesse estavas sempre por cima das minhas palavras.
Quem diria que eu tinha um amigo mesmo por baixo do meu nariz?
Acredita que não foi fácil aturar te, comichoso e irritante como por vezes eras, necessitado e pedinchas de cuidados continuados.
Eras um ser incompleto, defeituoso, ou talvez fosses apenas imaturo, não eras robusto como muitos dos teus irmãos que vejo andar com outras pessoas. Eras como eras e cheguei a ser gozado por andar contigo, perdoa-me por dizer isto mas cheguei a pensar deixar-te muito mais cedo... Sim eu sei, desculpa-me, mas a verdade é que por vezes achei que não valias a pena as bocas e os risos.
Mas em todos os teus defeitos, tinhas as tuas qualidades, completavas-me, eras proporcional em todos os aspectos e eras adaptável. Eras doce e meigo, e parte de ti vai sempre crescer em mim.
Meu Deus como vou ter saudades tuas...
Tive que te deixar ir, para o bem de ambos, preciso de ver outras coisas, experimentar coisas novas, espero que compreendas.
Não é um adeus definitivo, terás sempre um lugar especial no meu corpo e no meu coração.
Que o destino nos aproxime enquanto nos separa.
Obrigado por tudo e até já, companheiro.
Do teu amigo, hoje, agora e sempre.
André Ginja.
0 comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.