O céu é uma ilusão.
Criada por aqueles que tem medo de viver e
esperam pela hora da morte.
Porque esperar pelo céu, quando este se encontra na Terra?
E todos nós conhecemos o céu.
O céu está nos braços daqueles que nos abraçam muito antes de morrermos.
E isso é um céu melhor que qualquer jardim divino ou pátio celestial, para o qual vou ter que esperar para chegar...
Prefiro o céu na Terra, ao qual tenho a certeza que vou chegar, em que o contacto é real, a intimidade é verdadeira, e não há nuvens nem anjos nem Deus.
Apenas eu e quem eu quiser
E aí está o céu...
Ola! Lembras-te de mim? Aquele puto que nem beijar sabia (não que tenha ficado muito melhor a fazê-lo)?
Duvido...
Mas pronto passados 3 anos cá estou a chatear te a cabeça outra vez.
Só vim para te dizer que encontrei a tela que me deste nos anos, apesar de simples era linda.
Pensei em queima-la quando te foste embora, mas atirei-a para um armário e lá ficou... tão perdida quanto o meu amor por ti na altura.
Éramos ingénuos, tudo o que tínhamos por mais estranho, novo e inocente que fosse, parecia que ia durar para sempre.
Porra, ainda bem que não durou.
Mas foste a primeira e, na altura, a única.
Custou-me tanto quando te foste, mas ainda bem que foste, sou muito mais feliz agora...
Se o meu mundo girou à volta de alguém foi porque tu o poste a girar...
Assim que vi nas noticias soube que tinha que escrever sobre este assunto. A humanidade está cada vez mais estranha, se havia alguma coisa que tomávamos como garantido era a liberdade de expressão. Esse princípio que dizia que cada um pode dizer e criticar o que quiser sem ser repudiado ou perseguido por isso.
Há uma passagem no Corão que diz:
Então expliquem-me qual foi o objetivo desta tragédia? Matar a Charlie Hebdo? Acabar com a liberdade de expressão? Enviar uma mensagem?
Charlie Hebdo é mais que um jornal com imagens engraçadas, Charlie é um ideal, e os ideais não morrem e aquele atentado é a prova disso...
Um ideal de "liberté", são eles os primeiros a criticar aquilo que consideram errado e a expressar a sua opinião na sua forma mais discreta: a sátira.
Mas depois do ataque Charlie tornou-se ainda mais que isso, depois do ataque Charlie passou a personificar todos os humoristas, jornalistas, repórteres, escritores e todos aqueles que usam a sua liberdade de expressão.
Os ideais não morrem e alguém há de tomar o testemunho, porque a humanidade tem muitos problemas mas fico orgulhoso de ser parte de uma humanidade que está a apoiar e se esforça em não deixar Charlie Hebdo cair no anonimato.
3 homens pintaram aquele dia de vermelho e preto para tentar enviar uma mensagem.
Não sei a beleza da aurora boreal. Não sei se o mundo acaba amanhã, ou até hoje. Não sei se o mundo é justo. Não sei o que Deus exige ou se Ele existe. Não sei se posso cumprir tudo o que prometi. Não sei quem será (ou quem foi) o amor da minha vida. Não sei o quão frágil sou ou qual é o ponto de ruptura. Não se já caí o suficiente ou se vou ter que cair mais. Não sei se alguma vez fui amado por alguém. Não sei se vou ver o nascer do sol amanhã. Não sei se te olhe nos olhos para não me ver refletido neles. Não sei a cor da tua roupa interior. Não sei se acabarei sozinho. Não sei se pinte a vida em tons de azul ou cinzento. Não sei se deixe alguém pintá-la comigo. Não sei o que é sexo. Não sei continuar em frente. Não sei ficar parado. Não sei o que é o amanhã. Não sei se escrevo alguma coisa de jeito...
Mas isto são tudo pontas a limar, pois é aí que se encontra a beleza da vida...
Este ano cresci, amadureci, e ainda assim é impressionante como todos os textos que escrevi têm um toque de ti.
A promessa de não escrever sobre ti é impossível de cumprir por uma razão muito simples:
Porque te amei.
Porque, junto com tantas outras pessoas, és parte da minha história.
Porque és parte de mim. E porque te encontro em todas as páginas do meu caderno...
Graças a ti perdi a fé no amor. Lutei com os meus lobos e os meus demónios. Encarei os meus erros e mandei-os à merda.
Também graças a ti aprendi que se não posso ser o poeta, então vou ser o poema.
Agradeço também por me mostrares que depois da tempestade vem a bonança, e pelo desprezo:
tão sofrido,
e tão educativo... Quis-te pelo que és, mas quis-te ainda mais pelo que me fazias sentir...
Mas não te preocupes continuarás a ser parte do meu caderno, eu não arranco páginas; E vou continuar a ter o teu desenho pregado na porta do meu quarto, pois é lá que guardo as minhas memórias;
E foste das melhores memórias deste ano, e por isso te digo: Feliz ano novo...
Vem... Junta o teu corpo ao meu e deixa-me aquecer-te que as noites estão frias. e vamos dormir juntos, ou nem dormir de todo, ou vamos foder...
Não vamos fazer algo tão intimo como fazer amor, mas também não vamos fazer o banal "sexo", vamos foder, pelo simples prazer de o fazer.
Deixa-me ver esse templo que é o teu corpo e deixa-me ser o seu salteador, apaixona-te por mim por meros minutos, tal como eu tenho feito todos os minutos por ti, desde à muito tempo...
Pode parecer um pedido arriscado, mas se eu não disser o que me vai na cabeça que merda é que ando aqui a fazer?
Sim quero foder contigo, quero que sejas puta por uma noite, só para mim, para que possamos beneficiar os dois.
Faz-me sentir sujo, leva-me à Lua e traz-me de volta em segundos como eu sei que só tu és capaz de fazer e no fim...
... olha-me nos olhos, e vai te embora porque no fim de contas...
Sim é ele. Pedro Chagas Freitas, autor de livros como "Prometo Falhar", "In Sexus Veritas" e "Eu Sou Deus". É também o homem que tive o prazer de ouvir no passado dia 12, um homem que ouviu e se fez ouvir, que apelou à criatividade de cada um e que de certeza tocou no escritor existente em cada pessoa presente naquele auditório.
No final, Pedro disse-me: "Diz me uma palavra".
Eu respondi "Vontade".
"André:
Vontade de fazer do Mundo o que lhe apetecer:
Tenha- a sempre em si, todos os dias.
Aqui fica
Um abraço forte
do Pedro Chagas Freitas.
Estremoz, 12/12/2014"
Obrigado Pedro, pelo seu trabalho ser uma das razões pelo qual eu tenho vontade de escrever.
"É por causa daqueles que vivem na Lua - só por eles - que vale a pena viver na Terra."
- Pedro Chagas Freitas
Se, por algum lapso de consciência decidires ler mais alguma coisa que se siga a esta apresentação ficas já avisado que, das duas uma, ou vais deprimir ou vais dizer-me assim "fogo, és um triste", se pensares isso eu respondo-te, "não, eu sou feliz, tenho um pai e uma mãe que trabalham e uma irmã que é uma chata do caraças, tenho uma casa e comida na mesa todos os dias, por isso supostamente não tenho motivos para me queixar." Mas eu sempre fui do contra e dado a minha idade e teimosia arranjo sempre motivos para me queixar.