Nem sei porque, aposto que tu só pensas em mim quando estás a pensar no que fazer à outra gaja com quem vais fazer amor, ou foder, porque fazer amor nunca vais fazer como fizeste comigo, ao menos fico com essa parte de ti. Pfff, fazer amor... ingenuidade pura.
E enquanto tu passas os dias acompanhado de mais, os meus são apenas mais solitários a cada dia que passa. Contemplo a janela, contemplo a lâmina e contemplo o dealer ao fundo da rua. Mas abstenho-me pela hipótese de tu voltares a entrar por aquela porta e eu não querer que tu me encontres num estado em que não possa ver essa tua entrada triunfante.
Mas o que acontecerá quando tu (se tu) entrares por aquela porta? Será para vir buscar as tuas coisas? Ou para me pegares ao colo e me levares para o quarto?
Porque é que com tanta gente para amar, só me preocupo contigo? Foda-se! As vezes apetece-me partir tudo o que é nosso. Incluindo a ti, visto que sempre partilhamos os nossos corpos, apetece-me bater-te, e pontapear-te e esmurrar-te, e beijar-te e abraçar-te e dizer-te que és meu.
Como eu gostava que estivesses aqui...
Esta casa é o céu sem ti... e é tão aborrecida. Só já vejo o céu escuro da noite, e o cigarro a queimar na noite. Pergunto-me se lá ao longe percebes que aquela pequena luz sou eu a pedir te para voltares para casa.
Já não durmo, a cama é enorme sem ti e por mais que tente compensar a tua falta acabo sempre em lágrimas a gritar o teu nome. Pergunto-me se sequer pensas no meu.
Deves andar por aí, de bar em bar, de gaja em gaja, a tentar perceber que sou aquilo que sempre quiseste.
E vais voltar, tão fluído com um longo suspiro. E eu espero incansavelmente.
De que me vale continuar se eu só sou eu quando tu estás?
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