desta redação
venho dizer ao mundo que a invenção
da minha imaginação
é condicionada pela comutação
do meu coração
Com a paixão
de um outro cidadão.
É que é só com esta ligação
Me surge a inspiração
para a expressão
da minha emoção
E que a expressão nata
surge quando a exata
imagem tua, gata
não abstrata mas a simples e inata
ideia barata que contata e contrata
da tua companhia insensata
que dilata e engata a mente novata
deste pirata.
E até à data não sei de gaiata
mais telepata e inexata
que assim me abata,
e com uma bala de prata
me mata.

E que de uma enxurrada
estás de barraca armada
nessa catrefada
fumas uma cigarrada.
Porque te pensas injustiçada e indesejada
digo-te à descarada
que não podes estar mais errada.
Ouve lá ó danada, tu és amada.
e de uma fisgada
te digo com piada
o quanto queria deixar-te toda suada
sem roupa sem nada, destapada.
Ficas ressabiada e de uma só jogada
esta conversa tarada deu uma voltada
e te deixo deitada e corada.
E enfim é assim
que eu te quero só para mim
nesse teu humor de trampolim
e inocência de querubim.
Com um golpe de espadachim
eu intervim
e disse que te amava sem-fim.
Não gastei o meu latim
em vão, deixaste me num frenesim
então, tão ruim
que um motim
se deu na tua blusa de cetim.
E como agente, doente, serpente
que és, te fazes isente
de concorrentes.
E com uma aguardente
festejamos o ocorrente, imprudente e iminente.
E amamos efervescentes como dois adolescentes
sou omnipotente quando tu estás presente.
E espero paciente, pelo teu amor urgente
neste acidente inconveniente.
Mas crescentes, nunca ausentes
nesta ligação ardente
somos estrelas cadentes.
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