Mas nao sei se largue o botão, até uma expressão como esta pode tornar se chata, enjoativa ou, no pior dos cenários, repulsiva se repetida até à exaustão pela pessoa errada.
Sinceramente só quero mostrar ao destinatário que me recordo da sua imagem todas as noites, e no fundo até quero que seja recíproco, mas sei que sou a pessoa errada e causar repulsão com a ideia de desespero é a pior sensação para qualquer pessoa que tenha qualquer tipo de laço emocional com outra.
A ideia de desespero é agonizante para os dois lados, para quem procura pois sente que aquela pessoa ja não sente qualquer tipo de atração ou carinho por ela, até pode não ser verdade, mas o beneficio da dúvida não se aplica e parte se logo para a conclusão mais precipitada e, por consequência, a pior. Para a parte que é procurada para além do possivel sentimento de desconforto e constrangimento de sabermos que há uma pessoa que nos procura e que nos quer tanto e nós não queremos dar o mesmo tanto de volta há ainda o sentimento de que se se é a ultima escolha, pois se aquela pessoa está desesperada quer dizer que já gastou todas as outras primeiras hipóteses até chegar a mim, e ninguem gosta de ser segunda escolha quanto mais a última.
Mas talvez se eu deixar na caixa de mensagens aquelas duas palavras hoje, talvez num outro dia, ela pense, "todos os dias ele me lembra que se lembra de mim". E só o facto de aquelas palavras a levarem a lembrar se de mim naqueles segundos possam valer a pena. Ou então passo pelo papel de stalker desesperado, ou ainda, na pior das hipóteses passo despercebido e ignorado.
Oh pah que se lixe, só se vive uma vez e essas tretas todas, quem não arrisca não petisca certo?
- e larguei o botão
Lá vai um sms com as duas palavras que me assombram, anseiam e me fazem questionar se fiz bem ou cometi um erro. São só duas palavras é certo. Mas são duas que podem acabar com o ultimo fio de uma relaçao ou fortalecer o mais fraco afeto.
- Eu: "Boa noite"


