sexta-feira, 14 de agosto de 2015

De: mim. Às horas menos adequadas

Tenho um dedo no botão "enviar", se o largar o destinatário receberá uma mensagem no telemovel com apenas duas palavras, duas palavras que repito todos os dias. Essas palavras separadas não são nada de especial, sao apenas... palavras. Secas, banais, insonsas. Mas quando se juntam fazem um dos maiores, mais intensos e mais queridos desejos que um ser pode querer a outro.
Mas nao sei se largue o botão, até uma expressão como esta pode tornar se chata, enjoativa ou, no pior dos cenários, repulsiva se repetida até à exaustão pela pessoa errada.
Sinceramente só quero mostrar ao destinatário que me recordo da sua imagem todas as noites, e no fundo até quero que seja recíproco, mas sei que sou a pessoa errada e causar repulsão com a ideia de desespero é a pior sensação para qualquer pessoa que tenha qualquer tipo de laço emocional com outra.
A ideia de desespero é agonizante para os dois lados, para quem procura pois sente que aquela pessoa ja não sente qualquer tipo de atração ou carinho por ela, até pode não ser verdade, mas o beneficio da dúvida não se aplica e parte se logo para a conclusão mais precipitada e, por consequência, a pior. Para a parte que é procurada para além do possivel sentimento de desconforto e constrangimento de sabermos que há uma pessoa que nos procura e que nos quer tanto e nós não queremos dar o mesmo tanto de volta há ainda o sentimento de que se se é a ultima escolha, pois se aquela pessoa está desesperada quer dizer que já gastou todas as outras primeiras hipóteses até chegar a mim, e ninguem gosta de ser segunda escolha quanto mais a última.
Mas talvez se eu deixar na caixa de mensagens aquelas duas palavras hoje, talvez num outro dia, ela pense, "todos os dias ele me lembra que se lembra de mim". E só o facto de aquelas palavras a levarem a lembrar se de mim naqueles segundos possam valer a pena. Ou então passo pelo papel de stalker desesperado, ou ainda, na pior das hipóteses passo despercebido e ignorado.
Oh pah que se lixe, só se vive uma vez e essas tretas todas, quem não arrisca não petisca certo? 

- e larguei o botão

Lá vai um sms com as duas palavras que me assombram, anseiam e me fazem questionar se fiz bem ou cometi um erro. São só duas palavras é certo. Mas são duas que podem acabar com o ultimo fio de uma relaçao ou fortalecer o mais fraco afeto.


- Eu: "Boa noite"






quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Só quero ser bebé

Se pudesse era bebé para sempre.
Os bebés para além de serem incrivelmente adoráveis, são seres cruéis, egoístas, egocentricos e manipuladores que se aproveitam disso.
Adorava ser bebé por várias razões simples e obvias:
Para além das minhas preocupações passarem apenas por dormir, comer e brincar (os quais nem tenho que saber fazer porque haverá sempre algum otário disposto a fazê-lo por mim), se quero alguma coisa podes apostar que a quero JÁ!!
Se não me a deres vou gritar como se estivessemos num filme do Hitchcock, muito simples.
E o melhor de tudo:
Qualquer zanga ou culpa que ponham em cima de mim dura no máximo 10 minutos porque eu sou adorável.
"Olhem para mim, sou tão fofinho, sou o pináculo da natureza humana, sou o estado primário de qualquer um de vocês, só que melhor porque tenho estas bochechas gordas! Agora passa para cá as tetas que eu tenho fome...".
Um crescido tem que trabalhar para as coisas, ter muita sorte ou (lá está) ter carinha de bebé. Um crescido tem que se conformar com o mundo e os problemas que este tráz, contas, amores... enquanto um bebé pode dizer "eu quero é que vocês vão todos pentear macacos, agora onde está a minha manta do Noddy?"
Se fosse bebé era tudo mais simples. Se fosse bebé era dono do meu mundo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Qual o sabor das nuvens?

A que achas que sabem as nuvens? Eu acho que sabem a ti. Tenho que ser sincero, nunca provei uma. Mas tenho a certeza que algo tão bonito como as nuvens só podem saber a algo igualmente bonito... oh André lá estás tu com esse teu lado cortês... ninguém gosta de um lamechas no seculo XXI. Talvez no tempo dos romanticos em que se morria de vergonha literalmente (ehm ehm... tuberculose... ehm ehm...).
Uma vez informaram me que as nuvens sabiam a algodão doce, o tal informador tinha 4 anos mas todos sabemos que quem vê melhor o mundo são as crianças.
Eu cá na minha mistura de criança com 1,80m e romântico digo que as nuvens sabem a algodão doce que, por sua vez, sabe a ti. E agora?! Nunca pensaste tu ser tão doce!
Isto é assim, acho que depois de tanto especular mereço provar. Deixas?
Eu cá nao sei se quero que me beijes nao vá eu apanhar diabetes. Va acho q só um cheirinho nao faz mal, é por propósitos cientificos, e um bocadinho pessoais, quem diz que a ciência do beijo não é divertida?
Assim acho que me vou formar nessa ciência, desde que sejas tu minha professora, pode ser?
Vá agora chega te aqui que tenho falta de açucar no sangue.

domingo, 9 de agosto de 2015

Queres? Queres?

Hoje vi alguem no nosso sitio na praia, aquele onde nos sentámos à noite. Eu sei que nao o proclamei "nosso" em voz alta. Mas como tanta coisa que só existe na minha cabeça, tambem aquele sitio encostado à parede era nosso.
Eramos as duas pessoas mais importantes naquela praia
Que importa se eramos as unicas?
Nao sei para q a praia foi feita, mas para amar foi de certeza.
Nem sei como te deixaste ser destes braços sem sabor, nem sei como te fiz rir visto q o meu sentido de humor está algures entre o Rui Sinel de Cordes e um esquentador.
Eu sempre soube q os anjos nao tinham asas, mas descobri que tem sexo, e é por isso q se chamam anjos...
Tremo só de pensar, fico arrepiado, queres q te mostre a pele, queres?
Assim descubro que ser eterno é facil, basta fazer te rir. E despir te depois... não é muito poético mas é bonito. E nao deixa de ser verdade.
Talvez pensasses nisto no momento em que os lábios deixaram de amar e as mãos deixaram de se tocar.
Ando a ler Chagas a mais. Talvez isto me lembre de ti. Admito q até copiei algumas frases. Sabes, é que ele às vezes diz coisas q eu gostava de ter sido eu a dizer te a ti.
Eu tentei dizer. Talvez encontres quem tas diga melhor que eu.
No fundo eu daria o mundo para te ter, nao fosse ter te, já por si, ter o mundo.

domingo, 28 de junho de 2015

Somos estrelas cadentes

Olhem-me para a razão
desta redação
venho dizer ao mundo que a invenção
da minha imaginação
é condicionada pela comutação
do meu coração
Com a paixão
de um outro cidadão.
É que é só com esta ligação
Me surge a inspiração
para a expressão
da minha emoção

E que a expressão nata
surge quando a exata
imagem tua, gata
não abstrata mas a simples e inata
ideia barata que contata e contrata
da tua companhia insensata
que dilata e engata a mente novata
deste pirata.
E até à data não sei de gaiata
mais telepata e inexata
que assim me abata,
e com uma bala de prata
me mata.

E que de uma enxurrada
estás de barraca armada
nessa catrefada
fumas uma cigarrada.
Porque te pensas injustiçada e indesejada
digo-te à descarada
que não podes estar mais errada.
Ouve lá ó danada, tu és amada.
e de uma fisgada
te digo com piada
o quanto queria deixar-te toda suada
sem roupa sem nada, destapada.
Ficas ressabiada e de uma só jogada
esta conversa tarada deu uma voltada
e te deixo deitada e corada.

E enfim é assim
que eu te quero só para mim
nesse teu humor de trampolim
e inocência de querubim.
Com um golpe de espadachim
eu intervim
e disse que te amava sem-fim.
Não gastei o meu latim
em vão, deixaste me num frenesim
então, tão ruim
que um motim
se deu na tua blusa de cetim.

E como agente, doente, serpente
que és, te fazes isente
de concorrentes.
E com uma aguardente
festejamos o ocorrente, imprudente e iminente.
E amamos efervescentes como dois adolescentes
sou omnipotente quando tu estás presente.
E espero paciente, pelo teu amor urgente
neste acidente inconveniente.
Mas crescentes, nunca ausentes
nesta ligação ardente
somos estrelas cadentes.






quarta-feira, 17 de junho de 2015

Confissões de meia-noite

Sabes quanto tenho mais saudades tuas?
À noite quando a lua vai alta e entra pela janela do quarto.
Porque é à noite que tudo acontece. E a lua ilumina os dois corpos naquela cama.
O mais engraçado e triste é que nenhum deles és tu.
Pergunto-me se contigo acontece o mesmo. Não deve acontecer visto que quando tu quiseres o outro corpo na tua cama serei eu. Basta dizeres "vem". É simples assim. Uma palavra controla uma vida e a tua existência controla muito mais.
Tenho passado muito tempo à janela. À noite principalmente. Admirar o céu vasto faz me sentir tão pequeno. Uma imensidão de espaço. E se pudesse eu admirava esta imensidão contigo, observávamos a estrelas, talvez até te ensinasse as constelações e dissesse uma frase lamechas qualquer sobre a imensidão dos teus olhos que faria com que tu me beijasses. À noite é quando tudo acontece...

Dizem que até um relógio parado dá as horas certas duas vezes ao dia, ninguém se lembra que um relógio a funcionar pode nunca estar certo.
Talvez se eu continuar em frente nunca acerte as horas. Mas se esperar eu sei, que se esperar eu vou acertar as horas de tempo a tempo. E talvez um dia o relógio pare... E nós com ele...

Não sou magnifico, nunca fui, nunca vou ser. Apesar de tu mereceres magnificência.
Eu não consigo. Eu quero. Eu quero tanto. Eu quero te tanto.
Isolo-me nos meus headphones ao "Holocene"
E aí apercebo-me que só há amor quando não se é magnifico. Amo pelos defeitos. Amo os teus defeitos.
As qualidades fazem-te bom, os defeitos fazem te interessante.
E de uma vez apercebi-me que amava, e não era magnifico.

Eu era suposto ser paciente, e eu tentei ser sensato, mas não consegui, pus o coração à frente do cérebro.
E faria-o de novo.

Talvez algum dia esta dor desaparecerá...
Talvez quando o meu coração deixar de bater, o meu corpo não desejar amor e as minhas pernas já não me aguentarem.
Aí eu vou aperceber-me que amei a vida inteira. E que valeu a pena.

Eu só queria fazer te sentir confiante e confortável, que tu o sentisses.
Parece que acabei numa overdose de palavras. A escrever todos os dias.
Parece que escrevo para ti. E parece que eu preciso mais disto que tu.

Eu não sabia.
Eu não precisei de conselhos.

Eu só queria ser, não queria ser teu, nem meu. Queria ser.
Ser alguma coisa. Ser tudo. Isso faz me feliz

Parece que a minha felicidade é uma cena fodida.

Podias ser o meu sonho, a minha fantasia, o meu fetiche, o gosto na minha língua.
Há quem me desse amor, mas não me saciaria.
O teu lado é o meu sitio preferido. E tudo que podíamos ter sido...
Eu ainda te sinto sabias? À noite na minha cama, ou nos meus lábios quando fecho os olhos.
Eu podia amar te mais que o próprio amor não fosses tu a minha cruz. Eu podia amar te mais que a vida se não tivesse tanto medo.
E que mais poderia isto ter sido?
Então abre me os olhos, mostra me que estou vivo, diz que me amas, diz alguma coisa, tenta domar esta mente selvagem, volta...


Quanto tempo até perceberes que sou aquilo que procuras?




sábado, 13 de junho de 2015

Entrega-te a alguém

Deixa que te partam o coração
Volta a reconstruí-lo
Ama-a
Quer
Fode
Trinca-a
Lambe-a
Beija-a
Beija de lingua
Apalpa-lhe o rabo à descarada
Troca olhares sem dizer uma única palavra
Beija sem motivo
Digam coisas que, se mais alguém vos ouvisse, internar-vos-ia num hospital psiquiátrico
Odeiem pessoas juntos
Comam pizza deitados no sofá, os pés na mesa e um filme dos anos 60
Comam-se na praia
Interrompam o jantar para fazer amor
Esqueçam-se de jantar para fazer amor
Faz sexo oral
Masturbem-se
Toca-lhe sem receio
Diz-lhe coisas porcas ao ouvido
Faz um strip
Rasga uma camisa
Deixa que ela te ache magnifico
Diz-lhe que está sempre bonita, mesmo se não estiver, porque para ti vai estar sempre
Usem a vossa mente selvagem
Imagina
Experimenta
Quer
Ama
Faz.


















Com tecnologia do Blogger.

About me

Se, por algum lapso de consciência decidires ler mais alguma coisa que se siga a esta apresentação ficas já avisado que, das duas uma, ou vais deprimir ou vais dizer-me assim "fogo, és um triste", se pensares isso eu respondo-te, "não, eu sou feliz, tenho um pai e uma mãe que trabalham e uma irmã que é uma chata do caraças, tenho uma casa e comida na mesa todos os dias, por isso supostamente não tenho motivos para me queixar." Mas eu sempre fui do contra e dado a minha idade e teimosia arranjo sempre motivos para me queixar.