quarta-feira, 10 de junho de 2015

Por favor ama-me

Eu sei que amar não é uma coisa que se peça, e ainda menos é uma coisa de pedir "por favor". Mas é só pela educaçao porque eu não quero amor por favor. Eu quero amor símples e objectivo:
- "Eu amo-te porque sim".

Eu quero ser amado, e quero amar, até porque é isso que faz levantar da cama todos os dias, é o pensamento de "é hoje que ela me diz que me ama". Até pode nem ser hoje, e provalvelmente até nunca vai ser, mas se eu fizer nesse dia alguma coisa em função disso, é um dia ganho.

Alías todos os dias que tenham a ver com a pessoa que amamos são dias ganhos.
Só quem ama sabe o quanto pode valer um "boa noite" ou um "como estás?".
E se encontraste a pessoa que amas, e mesmo que ela nao te ame, ela acarte com as palavras mais estapafúrdias, estrambólicas, extraordinárias e ordinárias que tu possas dizer, já vale a pena tê-la deixado entrar na tua vida.
Porque eu garanto te que vais deixar escapar um "amo te" entre as tuas palavras. Até pode ser na brincadeira e ser o "amo te" mais subtil da história dos "amo tes", mas já dizia o povo que "a brincar se dizem as verdades". E vais ser querido sem querer, vais tentar conquistar essa pessoa sem que ela perceba, mas ela vai perceber, porque um dos defeitos do amor é ser óbvio e impossível de esconder. E vai ser constrangedor, claro que vai. Ninguém gosta de dizer "Eh pah eu até curto que tu me ames e tal mas... eu não sinto o mesmo..." e depois espetar com a treta do "não és tu, sou eu...". Porque a culpa, quer seja vossa ou não, vai ser sempre vossa para voces. Voces vao se sempre considerar os culpados.
Quanto mais penso nisto mais chego à conclusão que o amor é uma merda, só serve para me fazer sentir miserável e dar-me os melhores momentos da minha vida só para depois os tirar de mim como se tira um doce a um bebé. E tal como um bebé, acabas a chorar, a gritar pelo doce e a quere-lo de volta porque era teu e era bom.
Foda-se amar é uma foda.
Pergunto me se o amor acende um cigarro depois de me foder à grande...

domingo, 7 de junho de 2015

Voltaste meu querido

Abri a porta, e para todo o meu espanto eras tu.
Nem tinha acabado de dizer uma palavra e já a tua lingua percorria a minha, e era tão... tão...
Agarrei te pelos cabelos e deixei-me levar. Fizemos amor, fodemos, fizemos tudo o que sabiamos fazer, sempre com aquela emoção sem nome, mas que todos sentimos pelo menos uma vez na vida.
Nunca te tinha desejado tanto. Nunca te tinha tido tanto. Nunca me tinha sabido tão bem. Cheiravas a uma mistura de álcool, tabaco e suor que me excitava tanto.
A minha cabeça no teu peito sentia o bater do teu coração, estavas ofegante, e, provavelmente, estavamos em sintonia.
O mundo deixara de existir. O meu mundo pelo menos.
"Planeava ir me embora sabias?"- disseste tu numa voz cansada que transbordava confiança.
Esbofeteei-te com toda a minha força. E beijo-te logo de seguida. E fizemos o que sabiamos fazer de novo. Pensei que se tinhas planeado ir embora mais valia aproveitar agora antes que mudasses de ideias. E aproveitei. E foste meu, só meu.
Voltamos à mesmo posição, tu deitado e eu com a cabeça no teu peito. Isto aqui é a vida.
Estamos juntos, estamos separados, estamos sempre um com o outro.
Tu deixaste dormir, esse teu leve ressonar ecoa no quarto. A cama já não é tão grande, aliás agora é pequena para os dois, mas não faz mal.
Aninho-me bem e saboreio cada milímetro do teu corpo com o olhar.
Estás aqui. E és meu. Por vezes gostava que o tempo parasse, em momentos como este era perfeito.
O meu mundo continua solitário, mas se tu estiveres nele não preciso de mais ninguém.
Beijo-te na face e fecho os olhos.
Voltaste a casa, e é só isso que interessa.























No prego de volta a casa

Estou parado à beira da entrada da estrada nacional, a partir daqui seria, entrar na auto-estrada e seguir para onde o mundo me levar. Sim é cliché eu sei, mas tu sabes que sempre gostei de clichés e filmes. Talvez isto até seja o mais parecido a um filme que eu vá viver, sou novo, porque não?
Se isto fosse um filme talvez eu agora me fosse embora com a capota do Ford Escort em baixo, óculos de sol, o cabelo a pingar gel, o "Born to be Wild" a dar na rádio e uma vontade de abandonar tudo...
Sentei-me no lugar do condutor e meti a chave na ignição. Está na altura de fazer a decisão, não há nada que me prenda aqui, tinha-te a ti, mas não sei se essa é razão suficiente para ficar.
Não é que eu não queira ficar contigo, quero, quero mesmo, mas não sei...
Um cabrão de um camionista apitou e distraiu-me dos meus pensamentos, nessa fração de segundo em que me distraí ia jurar que tive saudades de pensar em ti.
E quanto mais me lembro de ti mais me apetece pegar no carro e dar a volta...
Não sei se o faça, nem sei o que faça se fôr, talvez pegue em ti e te leve ao céu, alí no hall de entrada, talvez fale contigo primeiro, tenhamos uma discussão como nos filmes e depois reconciliamos no quarto, ou talvez nem me abras a porta...
Chego à conclusão que não me interessa, vou ter contigo, e vou matar as saudades desses lábios, matar a fome desse corpo e querer te como nunca te quis!
Meto a primeira e dou a volta, que tinha eu na cabeça?
 Ir me embora sem me despedir?


















sexta-feira, 5 de junho de 2015

Confissões DA gaja

Já alguma vez pensaste em mim à noite quando ninguém está a ver? Eu já pensei em ti, penso em ti todas as noites, e todos os dias se é que te interessa.
Nem sei porque, aposto que tu só pensas em mim quando estás a pensar no que fazer à outra gaja com quem vais fazer amor, ou foder, porque fazer amor nunca vais fazer como fizeste comigo, ao menos fico com essa parte de ti. Pfff, fazer amor... ingenuidade pura.
E enquanto tu passas os dias acompanhado de mais, os meus são apenas mais solitários a cada dia que passa. Contemplo a janela, contemplo a lâmina e contemplo o dealer ao fundo da rua. Mas abstenho-me pela hipótese de tu voltares a entrar por aquela porta e eu não querer que tu me encontres num estado em que não possa ver essa tua entrada triunfante.
Mas o que acontecerá quando tu (se tu) entrares por aquela porta? Será para vir buscar as tuas coisas? Ou para me pegares ao colo e me levares para o quarto?
Porque é que com tanta gente para amar, só me preocupo contigo? Foda-se! As vezes apetece-me partir tudo o que é nosso. Incluindo a ti, visto que sempre partilhamos os nossos corpos, apetece-me bater-te, e pontapear-te e esmurrar-te, e beijar-te e abraçar-te e dizer-te que és meu.
Como eu gostava que estivesses aqui...
Esta casa é o céu sem ti... e é tão aborrecida. Só já vejo o céu escuro da noite, e o cigarro a queimar na noite. Pergunto-me se lá ao longe percebes que aquela pequena luz sou eu a pedir te para voltares para casa.
Já não durmo, a cama é enorme sem ti e por mais que tente compensar a tua falta acabo sempre em lágrimas a gritar o teu nome. Pergunto-me se sequer pensas no meu.
Deves andar por aí, de bar em bar, de gaja em gaja, a tentar perceber que sou aquilo que sempre quiseste.
E vais voltar, tão fluído com um longo suspiro. E eu espero incansavelmente.
De que me vale continuar se eu só sou eu quando tu estás?




quinta-feira, 4 de junho de 2015

Dele...

E a mim? Achas que não me custou sair pela porta daquele 5º andar? Juro que às vezes preferia ter saído pela janela...
Tu já sabes o que aconteceu depois, se não sabes imaginas.
Enfiei-me num bar a quilómetros de casa, de ti e enfrasquei-me, bebi whiskey até não poder andar, agarrei numa gaja qualquer que fodi no carro e tentei esquecer-me de ti.
Escusado será dizer que não deu. Apenas a tua imagem aparecia a cada investida que fazia. Foi constrangedor, não o voltei a fazer. E por respeito a ti tirei a aliança, que é mais do que tu alguma vez fizeste por mim.
Eu sinto a tua falta, sinto mesmo. Mas o orgulho é maior que eu, sabes que sempre me considerei um mundo antes de me considerar um homem, mas às vezes não passo de um rato.
Talvez eu não seja mais que um rato nojento, um mártir daquela merda a que chamam amor. Provavelmente até nem sou mais que isso, até nem sou mais que a chuva que cai ou o soldado que desertou.
Tem pena de mim, eu quero que tenhas, tem pena da pessoa que sou sem ti. Já devíamos estar habituados a isto, mas como nos habituamos a ser miseráveis?
Quem é que tomou quem por garantido? Acho que tentamos responder a essa pergunta tantas vezes que acabamos a trocar mentiras por vantagens.
E a chuva toca-me no rosto e tem um toque suave como o teu. Estou encostado ao carro no meio do nada, ouve se uma respiração de dentro do carro e não és tu, custa me tanto ter que estar com outra pessoa que acho que nem sei o nome. O único som audível em quilómetros é o som do meu cigarro a queimar, eu sei que prometi deixar de fumar, mas eu também prometi cuidar de ti até que a morte nos separasse.
Se eu falhei a cuidar da pessoa mais importante da minha vida, para que mais sirvo?
Considero voltar, será que me abres a porta? Se eu te chamar querida, disser que te amo e te fizer sexo oral deixas me voltar? Pois talvez não, se estiveres como eu, a sentir a raiva do próprio corpo e a quebra da própria alma.
O sol já nasce, e caio de joelhos, espero um momento para observar a segunda coisa mais bonita do mundo e dou um ultimo gole no whiskey antes de partir a garrafa.
Apercebo-me que assim como a garrafa eu parti te, e vi te por dentro, e vi as tuas cores e vi que por dentro eras feia, feia como eu, e satisfiz-me em ti.
Ás vezes gostava de estar morto demais para chorar, mas vivo para que tu me assombrasses.
Então faz me um favor. Pede me para voltar, pede me para ficar. Eu quero saber que te pertenço e não me deixes sair outra vez pela porta, quanto muito pela janela.










Dela...

E já sobe o sol de novo. E é mais um dia que tenho que passar sendo tua. Não sei, parece que olhar-me ao espelho magoa, ver este reflexo de mulher perdida, e magoa ainda mais não te ver nele.
Tentamos o adeus tantas vezes, mas caminhamos na mesma direção. Eu acho que caminhamos na mesma direção para nunca nos afastarmos verdadeiramente.
Eles dizem que o tempo cura tudo, mas é o tempo que magoa mais, o tempo sem ti meu amor.
Parece que foi ontem que saíste pela porta e entre gritos e injurias disseste que nunca mais me querias ver, talvez até tenha sido ontem eu perdi a noção do tempo quando te foste, e eu chorei com a mesma força emocional que tinhas quando saíste. Não conto as vezes que me sentei em frente ao espelho nua e te esperei, com lágrimas e o desespero de quem ama.
Cada carro que passa em frente ao prédio é o teu e cada porta da rua que abre és tu a voltar.
E talvez até sejas, e eu abro sempre a porta...
E nunca és...
Este quarto está distorcido sem ti. Porra! O mundo está distorcido sem ti.
Talvez eu não te mereça e é por isso que agora não voltas, talvez tu não mereças o amor que tenho guardado para ti, mas eu juro aqui e agora que to dava todo, até porque não consigo dá-lo a mais ninguém, às vezes gostava de te poder magoar como tu me magoaste meu cabrão, não fosses tu meu amigo mais que meu amante.
As tuas cartas ainda tem o teu perfume, passa-me a possibilidade de as queimar, nunca o faço e arrependo-me logo de sequer ter pensado isso. A verdade é que tudo o que sou, fui contigo e não abdico disso.
A porta da rua abriu! É apenas o carteiro...
Está escuro, nunca tive medo do escuro, mas passo a ter se tu me vieres consolar e dizer "vai ficar tudo bem".
Mas não vai ficar, porque as minhas histórias de amor não acabam assim, nas minhas histórias de amor a princesa desiste da vida, o príncipe droga-se, os anjos mentem para se sentirem no controlo e o espelho mágico tem o meu reflexo.
E é engraçado como as reflexões mudam...
Espero-te neste tédio que me olha e deixa que as vozes na minha cabeça digam a maior loucura de todas:
"Segue em frente"- nunca fui de obedecer.





segunda-feira, 1 de junho de 2015

Rotina diaria

Hoje acordei a pensar em ti. Olhei para o telemóvel e apercebi me que tinha uma chamada perdida tua. Senti-me estupido por ter perdido a oportunidade de ouvir a tua voz e ouvir te dizer que me amas mais uma vez.
Porque há certas coisas de que me canso na vida (e há certos dias em que me canso da vida) mas ouvir te dizer "amo-te", nao é uma delas.
Faço a minha vida normal ("normal"), mas sempre com a tua imagem na minha cabeça.
Pois desculpa, mas já deixei de contar as vezes em que te imaginei na cama só hoje. As vezes dou por mim a olhar para ti e a pensar "por favor, vem até aqui e beija-me". Sim porque o anseio de te ter é a maior razão de viver, e haverá lá outra.
Nos teus lábios (ou na falta deles) residem todos os meus medos, e nas tuas pernas o amanhã, a tua voz é o suficiente para me fazer voltar, e "tu" é o suficiente para me levar onde quiseres.
Há pessoas que me marcam, pessoas que deixam o impacto e desaparecem, há pessoas... há pessoas e depois existes tu.
Esse "tu" que me conquista todos os dias. Apaixona-te por mim todos os dias, cansa te de mim todos os dias, volta a mim todos os dias, sê minha todos os dias.
Há a ansiedade de viver e a ansiedade de te ter, que no fundo é o mesmo.

Com tecnologia do Blogger.

About me

Se, por algum lapso de consciência decidires ler mais alguma coisa que se siga a esta apresentação ficas já avisado que, das duas uma, ou vais deprimir ou vais dizer-me assim "fogo, és um triste", se pensares isso eu respondo-te, "não, eu sou feliz, tenho um pai e uma mãe que trabalham e uma irmã que é uma chata do caraças, tenho uma casa e comida na mesa todos os dias, por isso supostamente não tenho motivos para me queixar." Mas eu sempre fui do contra e dado a minha idade e teimosia arranjo sempre motivos para me queixar.